05 dezembro 2011

Centauro.


Era claro e sábio, era manso, metade animal,
e livre como ancião que já não teme o final
 Ah! Quantas noites passei a galopar em você,
doce centauro, amo você, doce centauro...”
(Oswaldo Montenegro)

No entardecer frio de céu avermelhado em que o Centauro morreu, choraram os salgueiros, lamentaram-se os campos de feijão, milho e soja plantados com toda dedicação, inclinaram-se os animais domésticos nos estábulos, enquanto as manadas de cavalos se agitavam batendo os cascos no chão, antecipando o galope alucinado que teriam dali em diante, e calaram-se as feras selvagens nos poucos umbrais, além do imbricado complexo campo/cidade, que ainda restavam no terceiro planeta.

Os camponeses aproximaram-se silenciosos, chapéus e bonés nas mãos, e as populações urbanas quedaram-se também em silêncio, à frente dos aparelhos de TV.

O fabuloso corpo metade homem metade cavalo jazia sobre um estrado de pau-rosa, a madeira mais cheirosa que haviam encontrado, numa caminha de ervas, hortelãs, capim cidreira, erva-doce, malva, melissa, camomila, eucalipto, sálvia, mirra e tantas outras plantas medicinais que nasciam generosamente desse solo que o Centauro havia amado acima de quase tudo, pois acima da terra amava o povo que nela habitava e que dela precisava para plantar e viver.

Durante três noites e três dias, antes que o corpo fosse cremado e aquela fumaça adocicada e muito aromática subisse aos céus, como a flecha que o Centauro trazia sempre nas mãos, passou diante dele o povo simples, pés muitas vezes descalços ou de chinelas, mãos sempre calejadas, pele tostada e enrijecida pelo sol e pelo vento, poucos dentes e pouquíssimas palavras, que não se desperdiça o que se conquista tão duramente, e ele havia sido a voz daquele povo, ensinando-o a usar seus instrumentos, enxada, foice, corpo, suor, mas principalmente sua coragem, para exigir o que lhe era de direito, a terra para produzir.

Passavam diante do corpo do Centauro, mas já não traziam os olhos baixos, por que haviam aprendido a manter a espinha ereta, as mãos de trabalhadores rurais firmes e sem tremor, e os olhos levantados, sem mais medo nem vergonha de ser o que eram, produtores daquele chão, e cheios de orgulho por sua luta e suas conquistas.

Foram três noites e três dias de choro, silêncio, rezas em ladainha e preces individuais, em tantos corações agora órfãos, recolhimento interior e consolos solidários, uns nos ombros dos outros, relembrando os causos daquele homem metade cavalo que os havia ensinado a luta. Até que os tambores recomeçassem a tocar, timidamente, e depois com todo vigor, conclamando de novo à guerra. Fazer a guerra de maneira diferente, com festa, música e unindo as forças era a herança que o Centauro havia deixado.

Tudo havia começado nas montanhas gregas em tempos impossíveis de se contar, mas impossíveis também de serem esquecidos, quando o Tempo apaixonou-se pela filha mais doce e bela do Oceano, e descendo do Olimpo veio cortejá-la, te quero muito, bela ninfa, vim até aqui para tomar-te como minha, mas a oceânide não se interessou por aquele deus envelhecido e sério, transformando-se em égua e fugindo rapidamente. Aquele jogo de fuga e transmutação excitou ainda mais o velho lúbrico, que decidiu se transformar num cavalo branco, que mulher resiste a um garanhão de coxas grossas, crinas longas e sedosas, perseguindo-a pelas planícies, e então a oceânide galopou nele, que a levou para as montanhas, possuindo-a, e nasceu o Centauro, metade homem, metade cavalo, repudiado pela própria mãe por sua forma tão repugnante.

Ah, mas que coração doce e que grande sede de conhecimento tinha a criatura, adotada pelo deus do Sol, o belo Apolo, e decidiu criá-lo numa caverna nas montanhas, imagina abandonar uma criatura dessas, com esse olhar gentil, olhos profundos e voz tão suave, vou ensinar-lhe todo meu conhecimento, pensou o deus, necessitado do que fazer, ô vida entediante ficar no Olimpo entre deuses e deusas, por mais lindas que fossem, e mesmo vir à Terra seduzir ninfas e outras perfeições, que cansaço a perfeição dá, já sabia o deus dentro de si, pois era lindo e mais que perfeito, e como era bom conhecer alguém assim imperfeito, metade-homem-metade-cavalo, um ser atípico, anormal, que se olha e pensa: mas que coisa estranha!, e passou a lhe ensinar música, poesia, medicina e profecias, conhecimento que o Centauro resolveu retransmitir aos homens e heróis que a ele recorressem quando precisassem, por que fazia parte da natureza cheia de imperfeições do Centauro transmitir o que sabia. Abençoadas imperfeições.

Enquanto os outros centauros, filhos de Ixión e da Nuvem, corriam desenfreados pelas planícies, o Centauro sábio preferiu retirar-se para as montanhas, vivendo solitariamente, pois não se irmanava com aquelas criaturas rudes, bestiais, descontroladas. Era atípico até nisso; enquanto os demais deixavam sua natureza animal aflorar, o Centauro não deixava nenhuma das duas, ou as duas, vivia integralmente, como homem e animal, e esse equilíbrio de início lhe gastava as energias, exigia dele extremo controle, mas depois lhe restaurava as forças, pois havia se encontrado como centauro. Um centauro sábio, compreensivo, generoso, que adotou a missão de ensinar aos homens aquilo que os fizessem crescer, desenvolver e ser livres, e nessa missão aprendeu a se realizar.

Mas isso tinha sido na Grécia, naquelas montanhas milenares – se bem que todas são, a menos que o chão se revolva novamente e novas montanhas, desta vez, moderníssimas, ergam-se dos cataclismos -, mas naquelas montanhas rochosas tinha nascido o Centauro, e os outros centauros, e as ninfas, e as oceânides, e os deuses, e o Minotauro, e toda sorte de seres, de heróis, de humanos e de animais, como todos somos, cabendo a nós decidir o que fazer de nossa humanidade e de nossa animalidade.

O Centauro, quando renasceu nos pampas, já nasceu decidido por sua humanidade, apesar de ainda ter sua metade animal que nem metade era mais, já devia estar por um terço ou menos... O que não era exatamente uma virtude, pois convenhamos que uma crina rebrilhando ao sol ou ensopada de chuva é bastante interessante. Mas fazer o que, estava evoluindo, diriam os espíritas, não se volta atrás na escalada evolutiva, seja lá isso o que for. (Kardec, se nascesse agora, leria Stephen Jay Gould e Richard Dawkins, e faria outro tipo de evolução. Mas cada um com suas limitações. Deixemos Kardec com as dele, ele há de voltar ainda muitas vezes até aprender genética e evolução direito. E aprender a não usar mais conceitos da biologia para a moral. Comte e Durkheim voltarão também, pelo mesmo motivo. Malthus idem. Deus é justo, irmãos, se há justiça divina os quatro retornarão mais sábios, amém. Deixemos que volte Clotilde de Vaux também, amante espiritual de Comte, talvez aprendam, os dois, a valorizar seu corpo e não só seu espírito, ela merece, já que deve ter morrido de desgosto por excesso de espiritualidade e frustração carnal.) 

Renasceu o Centauro nos pampas, mais sábio, mais equilibrado, mas ainda cheio daquela fúria animal contra a injustiça, contra a desigualdade, faz falta nos homens esse lado animal de lutar contra a morte, contra a dor, contra a doença, e não se render. Tendo convivido na primeira existência com Eros e Tanathos, aprendeu o valor de viver, aprendeu a afirmar a vida como aventura, a se envolver no processo, e entendeu que a utopia serve para caminhar, e não para chegar. Ensinou aos heróis como lutar, e aprendeu, observando suas trajetórias, que o fim da jornada heróica não é tornar o herói, herói, suprema ironia, mas sim ensiná-lo a servir aos outros, a lutar na causa que é de todos. Tanto mais herói é quem não busca afirmar a si próprio, mas a servir seu povo, e nessa saga acaba afirmando-se como indivíduo. Voltou o Centauro, então, com essa sabedoria em si.

E chovia. Como chovia. Os pampas pareciam a Macondo ancestral. E era chuva, e lama nas botas, e aqueles pingos grossos caindo e abrindo buracos na terra. Chuva é o que há. Não sei o que significa essa frase, mas gostei. Ela fica. Num dos dias de chuva forte, ele já era adulto, quase velho, assim pela meia idade, e já tinha ensinado muitos a lutarem, e já estava cumprindo seu caminho há décadas, e andando na chuva viu uma mulher lendo, abrigada num caramanchão de plantas muito verdes e de folhagem fechada, como uma floresta equatorial, e nem pingo passava, abrigada que estava também no guarda-chuva do seu livro, ouvindo aquelas vozes antigas e tão próximas que lhe acompanhavam na vida, como um jeans velho que ainda – e sempre - serve tão bem, e é tão confortável.

Era uma mulher que bebia leite e mel e comia amoras silvestres e lia. E sentava-se debaixo do caramanchão e lia. E quando havia chuva ela lia. E quando havia sol ela ria. Quando a viu lendo abrigada da chuva, só com os pés para fora, encharcados com os dedos felizes, ele percebeu que estava com fome, não comia direito há dias, na viagem. Entrou também sob o caramanchão e construiu uma churrasqueira redonda de metal, como uma bacia, uma cuia de coco, lembrando-se dos buracos que seus avós faziam no chão e colocavam fogo para assar carne, fogo de chão... Assou churrasco mal passado, que ela nem comeu, nem olhou, prisioneira, prisão de amante apaixonada, das vozes do livro. Mas quando ele terminou seu churrasco, e enterrou os restos, ela lavou a churrasqueira na água da chuva, areou esfregando com cacos de tijolo, esticou fios de arame dentro dela, e tocou umas canções que o suspenderam no tempo. Tornou-o desmemoriado com aqueles sons, e no lugar brotaram as lembranças mais anteriores, mais primordiais, uma memória dos pampas não colonizados e dos índios que corriam pelas planícies e dos imigrantes antes de emigrarem, em suas terras na Itália ancestral.

Sentado ouvindo-a tocar aquele instrumento musical inusitado, alguém pensaria, se o visse ali, essa mulher vai enlouquecer esse homem, mas não, homens não enlouquecem à toa, só quando perdem uma guerra importante, pois são fortes; mulheres são fortes por amor e homens por serem insensíveis. Não enlouqueceu, e começou a lhe trazer presentes, que ela esperava ali sentada lendo quando chovia ou rindo quando era sol: um caleidoscópio cheio de vidrilhos coloridos, uma rede para ler deitada quando se cansasse de sentar em posição de lótus, palha de milho, que ela transformava em lanternas cheias de furos, onde prendia vaga-lumes a iluminar-lhe as noites sem lua, manga muito dourada que teve seus cabelinhos penteados e encacheados, pois gostava de frutas mulatas. Ela gostou de todos os presentes, mas gostou mais da crina dele, tão longa e vermelha e sedosa e brilhante, crina em fogo, e ele lhe deu um fio daquela crina ruiva incandescente, que ela encaracolou no dedo e amarrou como pulseira cheia de voltas, como uma fita do Senhor do Bonfim. Ouvindo as histórias das lutas que ele contava, ela escreveu as histórias para ele, em troca dos presentes recebidos, e escreveu com canetas de tinta roxa, cheirando amoras, e tinta prateada, que evocava estrelas, e escrevia não só o que ele contava e tinha vivido, mas também o que ela inventava, e ele sentia vontade de viver as invenções dela, partindo e voltando com mais histórias e ela esperando-o com mais invenções. Então ela trançou a crina do centauro em rastafaris, enfeitando-o com miçangas coloridas, e quando voltou, desta vez sem presentes, ele disse:

Te levo na minha garupa, se quiser conhecer a luta, e ela respondeu, já conheço todas as guerras, e luto à minha moda, alimentada também pelas histórias que você me conta e viveu; e ele disse, te dou uma casa onde não chove nem entra sol demais, e ela respondeu, eu gosto mais do caramanchão, inclusive desta palavra, caramanchão, que serve de abrigo mais que casas de tijolos; e ele disse, te compro uns sapatos, uns tênis, para que vista seus pés, e ela respondeu, a pele dos meus pés sente a terra e a vida e os sonhos das pessoas, e calçada seria como ter cascos insensíveis; e ele lhe disse, te empresto meus livros. Ela se calou, e não disse:

Se você me dissesse fico com você toda terceira quinta-feira de todo mês, e volto para passar uma semana-santa a cada quatro anos, nos bissextos, para te livrar dos dias funestos que apavoravam sua vida de sacerdotisa maia, e se você me contasse as histórias da biblioteca de Alexandria, quando éramos Hipácia e Theon, e me recordasse aquelas histórias, por que já as esqueci, e se me ensinasse a plantar uvas, das verdes, das roxas, das pretas, das vermelhas, por que um parreiral se enfinca na terra e sobe aos céus com suas gavinhas, e nem é minhoca e nem ave, mas os dois, e tem raízes, mas voa, então eu seria sua.

Ela não disse, e o Centauro não compreendeu.

Eu ouvi o vento gelado vindo do pólo assobiando nas planícies, longe daqui, e vi as levas de trabalhadores sem terra abandonando as terras de seus pais e avós, expulsos pelas máquinas que os substituíram, ele disse.

Eu senti o cheiro da chuva quente molhando o asfalto das ruas da minha pequena cidade do interior, e vi os desempregados andando por elas de cabeça baixa, braços largados, sem vontade mais de viver. E procurando trabalho nas cidades maiores, sem nunca encontrar.

Eu senti o cheiro da chuva molhando os latifúndios, aguando as imensas plantações de soja, de tomate, de café, de laranja, de cana-de-açúcar, e vi os camponeses olhando os campos através das cercas, e não podiam entrar nem plantar nem colher, por que os campos não eram deles.

Eu vi os camponeses gregos que cuidavam das cabras e plantavam vinhas e oliveiras e o produto de seu trabalho era apropriado pelos que tinham mais sorte com as terras melhores, onde nasciam fontes ou eram menos íngremes, e pelos que revendiam seus produtos para outros povos, e milhares se tornaram escravos por dívidas, por que suas terras não rendiam aquilo que seus braços poderiam fazer.

Eu ouvi o choro das crianças do sul da Itália que não tinham o que comer, e eram doadas ou abandonadas por seus pais, e vi os navios cheios de imigrantes que desceram nos portos da América tentando terra para plantar e sustentar os seus.

E vi quantos parreirais plantaram, e quanto suco e vinho produziram, e quanto café colheram e secaram e ensacaram, e nada disso os enriqueceu, por que o que produziam mal dava para o sustento da própria família, e vi quando acabaram sendo expulsos de suas terras para as cidades.

Eu vi pernas e braços desamparados de crianças cortando cana, e lanhando-se no sisal, e quebrando britas, e descascando mandioca, e socando pólvora nos fogos de artifício que tantas vezes os lançaram pelos ares aos pedaços, e se prostituindo com homens que entregavam quilo de açúcar ou farinha às suas mães, ou um dinheiro miserável aos seus pais, e ouvi crianças mirradas e famintas alucinando coxas de frango e pedaços de pizza nas cidades, enquanto olhavam pelos vidros dos restaurantes das elites, e vi crianças catando resto de lixo e comendo desesperadas e brigando pelos melhores bocados, os menos estragados, e não sentiam o cheiro da comida, mas o da cola.

Eu vi os olhos vermelhos e assustados de meninas de pernas magricelas abertas com homens deitados entre elas, revirando-as e usando-as, enquanto suas filhas os esperavam em casa, com o doce que levariam para elas e o beijo de boa noite.

Eu ouvi os resmungos e lamentos de velhos de pernas bambas e de velhas de olhos baços pedindo comida com suas mãos que já haviam trabalhado tanto, e pedindo para andar nos ônibus que passavam por eles deixando-os nos pontos, sem poderem subir.

Ouvi também os gritos dos loucos de pedra que uivavam aos ventos, filhos da puta desses patrões, eita governo safado, sem-vergonha, cambada de ladrões do caralho que fizeram desse país uma porra, e as imprecações dos loucos babando levantavam-se e entravam até mesmo nos ouvidos dos que os tapavam com cera, para não ouvir a loucura dos loucos.

Eu ouvi o trem partindo, e o trem chegando, e barcos partindo e chegando, e estradas de terra batida e de asfalto esburacado levando e trazendo, e vi o povo que caminhava ao léu sobre elas, procurando e nunca encontrando.

Então meu coração sentiu que era hora de dar um basta, e de fazer entender que a utopia servia para fazer caminhar e não para chegar, mas mesmo assim chegaríamos, justamente por isso chegaríamos, e desalojaríamos os que se haviam instalado sem nada produzir, e realizaríamos o que sempre havíamos realizado, e nossos filhos e filhas e netos e bisnetos comeriam amoras, e beberiam leite e mel e não abririam mais as perninhas magricelas em troca de comida.

E o centauro e a mulher que lia sob o caramanchão já não sabiam quem dizia o que, porque eram lembranças que se misturavam, e seus avós, bisavós, tataravós índios e negros e brancos e orientais também tinham visto e sentido e cheirado e ouvido essas memórias em todos os continentes, e tudo isso era fruto da exploração, da acumulação, da formação de impérios e da ganância de uns.

E de tanto ver e ouvir e cheirar e sentir, o Centauro passou a raciocinar saídas e soluções e os que viam e ouviam e cheiravam e sentiam aprenderam com ele as saídas e soluções e nada nunca mais foi igual.

A mulher se plantou debaixo do caramanchão e o Centauro desmanchou-o, para que o sol e as chuvas caíssem sobre a mulher que lia e ria, e ela parou de ler e de rir e arrebentou-se como semente encharcada de sonhos de vida e brotou e começou a florir.

A crina que era pulseira virou cabelo vermelho de milho, e um milharal de espiguinhas muito pequenas e muito doces cresceu ali, onde antes havia caramanchão. E estouravam quando o sol era forte e de muito longe se podia ouvir as pipocas estourando sobre a terra e brotando milharais cada vez mais longe.

O Centauro alimentou-se daquelas pipocas e aprendeu a voar.

No entardecer frio de céu avermelhado em que o Centauro morreu, choraram os salgueiros, lamentaram-se os campos de feijão, milho e soja plantados com toda dedicação, e os milharais de espiguinhas vermelhas que haviam nascido sem serem plantados e davam pipocas no calor lamentaram-se também, mas sabiam que tudo tinha valido a pena, e nenhuma luta era sem necessidade no mundo.

E a voz dos milharais vermelhos incandescentes, agitados pelos ventos que a crina do Centauro havia colocado em movimento, continuou a se fazer ouvir nos tempos passados e nos amanhãs.

Eloisa Helena Maranhão.

2 comentários:

  1. Deliciei-me Elô. Desejo replicar no face mas não consigo. Pode poblucar na minga timeline? Por favor.

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    1. obrigada, Esther, vindo de vc é um baita elogio! já publiquei na sua timeline.

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